Assim que me calei, uma voz chegou aos meus ouvidos: “Se te tornas isto, serás aquilo”. RUMI (Jalāl al-Dīn Muḥammad Rūmī, poeta persa do século 13)
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Assim que me calei, uma voz chegou aos meus ouvidos: “Se te tornas isto, serás aquilo”. RUMI (Jalāl al-Dīn Muḥammad Rūmī, poeta persa do século 13)
Continuar lendoO mundo inverteu-se! O que era não é mais! Sei que tal conclusão, sendo afirmada com tanta ênfase, ou é idiota ou nasce nas entranhas de uma senhora de idade avançada. Mas, sejamos claros: o que no passado estava na cara, hoje não está mais! Tenho 80 anos e estou perfeitamente apta a viajar e a passar meu cartão de crédito sem ser enganada por algum vendedor espertinho.
Continuar lendouitos atravessam a vida sem ter contato com a morte. Outros a veem de passagem, quando perdem alguém querido. E há aqueles que convivem com ela cotidianamente. Coveiros, agentes funerários, enfermeiros, médicos: cada um concilia vida e morte à sua maneira. Uns tornam-se duros, outros filósofos, alguns se matam. Vou contar aqui como entrei para “esse grupo”.
Continuar lendoUma notícia de última hora:
Onda de calor ameaça clube de escritores.
Calor extremo: temperaturas ultrapassam o pico. Summit [a palavra já é poesia]. Cume do inferno.
Os termômetros enlouqueceram. A poesia é fresquinha.
Por volta dos meus 11 anos, no recreio do ginásio, uma amiga inteligente e persuasiva me chamou de lado e disse: tenho que te mostrar algo que você irá adorar. Era um livrinho de capa azul, em pelica, com arremates dourado. O texto e as ilustrações em papel bem fino e delicado. Lembro da boa sensação ao manuseá-lo. O tema versava sobre o fim do mundo e o surgimento de um novo Paraíso para os que se salvaram. Já na primeira página a ilustração de uma família feliz abraçada no Éden, agora a nova Terra, que dizia: e Deus enxugará tuas lágrimas, e não haverá mais sangue, nem suor, nem dor.
Continuar lendoO boi tem aqueles dois chifres na cabeça: são meros enfeites inúteis, só isso. Os mamíferos têm as mamas nos peitos, mas na vaca elas ficam atrás o que a impede de beijar a cria enquanto amamenta, prova irrefutável de ser um animal utilitário destreinado em afetos o que também é útil ao humano. O boi está sempre em pé sobre as quatro patas, e até quando dorme nunca fecha os olhos.
Continuar lendoO novo está bem longe de ser uma unanimidade. Para alguns, ele chega como um frio na barriga, um medo de não sei o que, uma vontade
Continuar lendoUma retrospectiva diferente: reunimos aqui as crônicas que esses velhos incríveis escreveram ao longo do ano e que recuperam o espírito do ano que passou tão rápido. Sente-se, pegue um café, venha ler…
Continuar lendoFoi-se o tempo. Quando garoto ia ao Pacaembu todos os domingos. Às vezes, também aos sábados. Se estivesse de férias no Guarujá, atravessava a balsa para assistir ao jogo em Vila Belmiro. Antes de sairmos para o estádio, eu, meu irmão e, às vezes, os primos, fazíamos o aquecimento batendo bola defronte da casa ou na pracinha. A rua era território da molecada, lá se podia jogar à vontade, e ir desacompanhado ao estádio era coisa natural.
Continuar lendo– Estou só
– Se você estiver se sentindo sozinho saiba que:
Estou aqui para conversar!
Você não está completamente sozinho.
Há pessoas que se importam com você.
Se precisar de alguém para conversar, há organizações que oferecem apoio emocional
– Boa tarde, garoto, disse Valido. Eu tenho um encontro com o Dr Milton, às 14 horas. Fascinado pela presença de seu ídolo, o jovem confirmou o horário, pediu que aguardasse um pouco e pespegou-lhe a indagação atrevida:
– O senhor é o Valido, do Flamengo, certo?
-Sim, respondeu o craque, que, em seguida recebeu a segunda pergunta:
– Posso saber uma coisa?
– Fala, garoto.
A epopeia de uma semente….
Eternamente protegida
Das intempéries ao redor
Em fruta bem escondida
Vivendo sem esplendor
Deseja surgir renascida