Amo tua palavra crua/ Teus versos com gosto de chão/ Tua prosa decidida, arcaica, vigorosa/ Amo tua palavra reta, sertaneja, cheirando a flores do mato/ Tua palavra fácil, água corrente, limpa e ligeira sobre as pedras do riacho
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Amo tua palavra crua/ Teus versos com gosto de chão/ Tua prosa decidida, arcaica, vigorosa/ Amo tua palavra reta, sertaneja, cheirando a flores do mato/ Tua palavra fácil, água corrente, limpa e ligeira sobre as pedras do riacho
Continuar lendoEu vivo preocupado/Pois raramente bebo/E jamais estressado/Meu fim não concebo/É que ignoro meu fado/Neste corpo tão sarado/Colesterol normalizado/Com pulmão exercitado/Vivo assim perfeitamente/Com “check up” bem feito/Corro bem diariamente/E pratico nado de peito
Continuar lendoDesse tempo que passou/Guardo alguns fragmentos/Sumaúma em chamas/Ossos de onça/Cinzas de tamanduá/E a mentira atroz: /− tudo preservado/− nenhuma devastação.
Continuar lendoAgora eu queria ter um menino
que me mostrasse os caminhos
de todas as verdades das flores,
e me descerrasse à vista as fartas cores
que há tempos eu venho ocultando
embaixo da máscara gasta e escura.
Agora eu queria ter um menino
que me pusesse na alma um destino
de só a ele servir, sem trégua ou descanso,
como monumento ao qual eu adorasse
vinte e quatro horas do dia, mas no final,
no corpo, nenhum sinal de cansaço.
Agora eu queria ter um menino
que me acordasse de súbito feito um sino
tocando ao amanhecer quente de verão
e me pedisse que lhe desse o pão
e o fruto que eu, por descuido e medo,
havia negado a mim mesmo quando pequeno.
A origem do pesadelo está/
bem no centro do fundo do mar,/
onde mora um homem muito grande,/
a ponto de precisar se encolher/
para ali ficar.
O capitão /Se foi /Embora tarde /E se foi um /Por quê /Não vai /Mais um /Indo com ele /Os demais /E não reste /Nenhum mais /Para traz?
Continuar lendoPolítico/Voto laça/Como coruja/
Bicho caça/Político/Em voto que pede/É urubu/Em carne que fede
És mistério/Prazer/Caminho de Luz/
És afeto/Abraço/Sangue pulsante/
És neblina/Sonho/Majestade
Rasteja! | Aceita tua condição de réptil | Eu sei dos teus assomos de querer voar | Sei dos deslocamentos velozes quando teus dedos lestos apenas tocam o chão |São até nobres, mas inúteis, pois logo tu te cansas e te deténs e voltas a rastejar
Voltas a raspar tua barriga branca na terra marrom e áspera. Rasteja!
vera amou joão e joão entrou em sua vida e vera mentiu omitiu baniu joão e naquele amor naquele joão entrado vera não via que
Continuar lendoEncontraram uma mulher morta/
Na esquina da rua 5 com Avenida Goiás/
Era uma moça morena, bonita e estava grávida
Redes sociais em modo beleza/Sorrisos rasgados, paisagens idílicas/Amores perfeitos, amizades eternas/ Constante a fuga a todo vapor/Belas e belos transbordam vitalidade/
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