Sou jornalista por formação. Cheguei a isso porque foi o que achei de melhor para alguém que amava a “generalidade”. Gostar de tudo um pouco, planar, bicar, experimentar, me empolgar e depois partir para outro lugar. Hoje, torcendo os panos da estrada, vejo que o que eu precisava era só estar perto das palavras escritas, dos livros, dos textos, poemas, histórias. E deu certo. Consegui passar a vida até hoje editando, escrevendo, revisando, traduzindo e, mais recentemente, até narrando audiolivros, o que faço atualmente na minha empresa, a produtora e distribuidora de audiolivros Livro Falante: https://livrofalante.wordpress.com/
Me sinto agora, aqui, junto de vocês, como bem disse a Sylvia Loeb, no “lugar certo”.
Mamãe estava sentada na poltrona da sala, as pernas cobertas pela manta azul, as meias até a canela prendendo a calça do pijama. – Hoje, vamos para Buenos Aires, falei. E depois, à Terra do Fogo. Mamãe sorriu. – Pelo mar, completei. – Você sabe que eu me sinto mal, ela reclamou. – Te dou um remedinho, e estiquei a mão sobre o aparador para pegar a vitamina D. Mamãe já não vive sem isso.
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Ela sempre tira bife. Lindaura chegou a mexer os lábios para reclamar. Paciência. A outra manicure fazia pior. Era só ficar sozinha um minuto e
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Ele demorou alguns meses para voltar ao zoológico. Uma vez foi otio que convidou. Tiago enrolou sem responder. A lembrança da onçaaparecia bonita, ao mesmo
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Tudo começou quando descobrimos pequenos volumes ovalados e torneados, de um marrom escuro quase polido, espalhados pelo chão da cozinha. Estavam até na bancada de
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“Vou sair”, anunciou o menino. A fala explodiu como uma granada. Apesar do corpo musculoso de quase um metro e oitenta, alcançados em dezesseis anos
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