Publicou recentemente um livro, chamado “ Criando Caso Todo Dia” , pelo selo Imprimatur, da Editora 7 Letras. Há anos organizou outro livro com alguns textos de sua mãe, denominado “ Chuva Miúda”, publicado pela Editora Garamond.
Impossível não evocar as festas do passado, pois embora o Natal seja um símbolo de renovação, como o Ano Novo, nos remete diretamente para as telas do passado, pintada com cores de nossa imaginação, sempre lindas em tom pastel e com a leve fumaça que deixa transparecer o rosto daqueles que já se foram.
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– Boa tarde, garoto, disse Valido. Eu tenho um encontro com o Dr Milton, às 14 horas. Fascinado pela presença de seu ídolo, o jovem confirmou o horário, pediu que aguardasse um pouco e pespegou-lhe a indagação atrevida:
– O senhor é o Valido, do Flamengo, certo?
-Sim, respondeu o craque, que, em seguida recebeu a segunda pergunta:
– Posso saber uma coisa?
– Fala, garoto.
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Pois é, esse assunto era para Setembro e já estamos no começo de outubro. Mas tem coisa que permanece na cabeça, até virar texto e não vou dar aos espíritos obsessores o prazer de me fazer esperar 11 meses e três semanas para ser politica e literariamente e correto. Então, nos primórdios de outubro, vou falar do que desejava ter falado em setembro.
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E nós que amávamos tanto a revolução, que simpatizamos aos vinte anos com todas as causas populares que nos apareciam justas, onde ficamos e onde estamos ? Onde ficaram os cinemas das galerias, os bares para discussoes filosóficas e opção entre a Revolução Chinesa e a Cubana?
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Amava os colares, os brincos e os sapatos. Estranhamente, amava o futebol, e nunca entendi na verdade essa paixão, que herdei. Amava as noites, as tardes de Teresópolis e suas montanhas, em cuja contemplação, menino, muitas vezes a surpreendi, olhando para o nada, sem dizer palavra e, certamente, exercitando sua prodigiosa mente.
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O nome era engraçado para crianças e adultos. Gagarin. Parecia brincadeira. E, naqueles dias, era o que se falava. Gagarin, um astronauta russo, de olhos rasgados, sorria após ser resgatado do primeiro voo de um ser humano no espaço. Os americanos ficaram furiosos e partiram para a competição. Abria-se nova página na Guerra Fria entre as superpotências, a corrida espacial. A guerra era acirrada e novos nomes surgiam e se incorporavam ao conhecimento popular, assim como as façanhas que cresciam a cada dia.
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E de repente, sempre de repente, chega o Natal que estava ali escondidinho. Os sintomas começam de forma leve, uma anúncio de TV aqui, uma lâmpada acolá. E a coisa vai aumentando avassaladoramente, entre ofertas de presunto tender em supermercado e as fieiras de lâmpadas na vizinhança. Um doce pânico começa a se instalar. CLIQUE PARA OUVIR AS MÚSICAS NO FINAL DO POST
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Eu não queria ter largado o futebol no Maracanã, nem os amigos de todas as horas. Não queria ter largado as danças inconsequentes e todas as suas consequências. Nem queria ter largado praia, teatros , meu piano e as cantorias em volta da fogueira.
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Sentada na varanda, com um lenço na cabeça a disfarçar as queimaduras que sofrera por um acidente doméstico, ali estava ela. Uma mulher comum, tomando chá, com bolo ou biscoitos, observada por um rapazola pretensioso.
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Então, como se diz em São Paulo para iniciar qualquer frase, hoje vou falar da Paulicéia. Em realidade, sobre linguagens e maneirismos, é bem verdade que o baixo Rio de Janeiro inicia suas falas hoje, com um então, o que que acontece (sic).
Então, o que que acontece? Acontece que sou carioca
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Na primeira infância, as marchinhas do passado, as meninas vestidas de bailarina, com purpurina no rosto. Um cheiro de lança-perfume no ar, as bisnagas douradas Rodouro, então consideradas inofensivas, as serpentinas multicoloridas, as bandas mambembe do clube tocando Mulata Bossa Nova
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São muitas as Jerusaléns, todos sabem. Também as minhas. As imaginárias e as vividas. As épicas e as reais.
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